As melhores prendas para viajantes

Todos nós já estivemos muito tempo a pensar nas prendas que vamos dar a alguém e as ideias não aparecem. Sejam prendas de natal, aniversário ou para uma ocasião especial. E perdemos imenso tempo à procura em shoppings, lojas de rua e, a minha forma favorita, online. Pois, worry not! Tenho aqui a solução para decidirem o que oferecer àquele amigo/a ou familiar que adora viajar.

Com este artigo, deixo aqui algumas ideias de prendas para todos os gostos. Para os que adoram viagens e passeios de carro e ar livre, mas também para aqueles que adoram viajar de avião, como eu, e percorrer as cidades de ponta a ponta em segurança e, até para os amantes de natureza e viagens de mochila às costas.

Comecemos pela organização. Todos nós, quando viajamos, levamos um saco ou uma mala com a nossa roupa, calçado, etc. Por isso, primeiro temos que ter a dita mala, para levar o que precisamos. Sugiro uma mala de cabine trólei ou um set de 3 malas ou, para quem não gosta de tróleis, uma bolsa de viagem .

E para quem viaja, principalmente de avião, sabe a importância de a mala estar bem identificada em caso de extravio. Proponho um identificador de malas (disponível em várias cores) para que a nossa bagagem, que pode ser igual à de outra pessoa, possa estar bem identificada. Também para quem anda de avião, é muito importante ter atenção ao peso da mala e, há uma alternativa à típica balança para pessoas e a segurar na mala quase a cair sem conseguir ver o peso direito. Estou a falar de uma balança digital de precisão para malas. Assim, já não temos que nos preocupar com penalizações pelo peso das malas.

Uma cinta para malas também é importante para o caso do fecho da vossa mala não estar em condições ou se a mala estiver muito cheia. Para quem é muito organizado a fazer a mala, como eu, encontrei a solução perfeita: uma estante desdobrável organizadora para malas. Desta forma, não só as roupas vão direitas na mala sem engelhar e organizadas, como também, no nosso destino, conseguimos que fiquem visíveis para não termos que andar à procura das coisas na dita e desorganizar tudo. Isto para mim é um pesadelo porque, de cada vez que desorganizo, não descanso enquanto não deixar tudo direitinho, então está aqui a solução.

Qualquer um de nós precisa de levar consigo produtos de higiene e para isso existem os famosos nécessaires. Neste campo podemos optar pelo nécessaire de viagem e o conjunto de banho de viagem (5 peças).

Também para quem precisa de estar confortável no meio de transporte escolhido, sugiro uma manta e almofada ou até mesmo uma almofada de viagem insuflável. As nossas viagens vão ficar cada vez mais confortáveis.

Para viagens de negócios em que será necessária roupa mais formal, o ideal é ter um porta-fatos.

Algo que eu confesso que não sabia antes de viajar (até é embaraçoso de dizer) é que as tomadas são diferentes em alguns países. E, como não tinha conhecimento disto, tive que chegar ao destino (no caso, Londres) e comprar um adaptador. Por esta razão, é mesmo importante já viajarmos prevenidos com um adaptador para tomadas universal.

Outra ideia de prenda criativa é uma carteira de viagem eletrónica anti-furto para viajar com a máxima segurança. Para os vossos amigos ou familiares que, por razões de saúde, precisam de ter consigo sempre a sua medicação, esta sugestão é espetacular. É uma caixa de comprimidos eletrónica inteligente Pilly. Para quem a viajar se costuma distrair nas horas, pode definir até 5 alarmes nesta caixa para não passar a hora da medicação.

Para os amantes de campismo, ar livre e road trips deixo a ideia de uma manta polar, um casaco desportivo e um colchão e almofada insuflável ultralight. Também para quem não passa sem os seus animais de estimação, até numa road trip, têm que ter uma capa protetora de carro para animais. Os nossos amigos de 4 patas vão em segurança, não sujam o carro e tanto humanos como animais são felizes.

Estas são só algumas das sugestões de presentes para as pessoas que vocês mais gostam.

Qual foi o artigo que mais gostaste? Já estás a pensar comprar algum?

Conta-nos tudo nos comentários.

Quinta Vilar e Almarde

Ao longo deste artigo vão ler muitas vezes a palavra ‘maravilhoso/a’ quando me referir à ‘Quinta Vilar e Almarde’ e ao espaço e ambiente que a envolve. Falo-vos do alojamento escolhido para este fim-de-semana.

Uma das casas com quartos com vista para a piscina

Este fim-de-semana foi de descanso da azáfama do quotidiano citadino. Procurámos algo diferente, com piscina e no campo. Na verdade a escolha foi fácil. Depois de ver as fotografias da quinta não havia muito para pensar… foi decidir o dia e avançar com a reserva.

Esta quinta situa-se em Vilar de Nojões – Castelo de Paiva, distrito de Aveiro a 15 minutos de carro dos famosos Passadiços do Paiva e a 2,5 Km do centro da cidade. A quinta apresenta 3 casas rústicas com 9 quartos disponíveis com casa de banho privativa. É um excelente alojamento para famílias, grupos de amigos, casais e até para quem tem mais coragem e precisa de um fim‑de‑semana a sós. A quinta tem estacionamento privado e gratuito, piscina, bar e instalações para o pequeno-almoço. Porque está inserida num espaço agrícola, é também aproveitada para a as atividades de Kiwicultura e Viticultura.

Mapa com localização da quinta, do centro de Castelo de Paiva e dos Passadiços do Paiva.

Ao chegar à quinta percebemos imediatamente que é um lugar onde podemos usufruir da natureza envolvente, seja de dia na piscina a ouvir o silencio do campo ou à noite a relaxar na esplanada a ouvir os grilos e cigarras.

Passando ao check-in somos logo recebidos com muita simpatia pelo dono do alojamento que para além dos procedimentos normais ainda nos explica todas as medidas a ter em conta devido à COVID-19. Temos, imediatamente, a garantia de que o quarto foi completamente desinfetado antes da nossa chegada, é-nos pedido para escolher um turno para o pequeno-almoço e claro, pedido o uso de máscara nas instalações interiores.

Selo clean and safe

Os quartos são maravilhosos. Com espaço, novos, decoração atual, funcionais, com ar condicionado, televisão e mini-frigorífico e, ainda tive a sorte de ter vista para a piscina. Não podia pedir mais. A estadia foi sexta-feira, sábado e domingo (2 noites) e o preço no Booking fica por aproximadamente 120€ para duas pessoas em regime de alojamento e pequeno-almoço. E vale cada cêntimo, porque como já disse: é maravilhoso. Podem verificar a disponibilidade aqui.

Quarto

O pequeno-almoço é, mais uma vez, maravilhoso. É super completo e com todas as condições de segurança que a situação que vivemos requer. Todo o staff é super simpático e prestável e faz-nos sentir sempre bem-vindos e preocupa-se genuinamente com o bem-estar de todos os hospedes.

Nas redondezas é possível visitar, o centro da cidade de Castelo de Paiva, os Passadiços do Paiva para os mais atléticos, o Arouca Geopark e alguns monumentos da rota do românico.

A pensar em passar um fim‑de‑semana calmo? Longe da cidade? Talvez um alojamento com piscina e um staff maravilhoso? Seguro? Não pensem mais!

A Quinta Vilar e Almarde oferece-vos isto e muito mais.

Feliz 2020

Chegou a altura mais nostálgica do ano. O Natal, o fim de ano, o início de um novo ano e uma infinidade de possibilidades e metas ou objetivos para o ano que se aproxima.

O hábito na gestão do nosso blogue é mostrar as melhores paisagens com os melhores textos, as melhores fotografias e os vídeos mais bonitos. E continuará a ser! E esse material dá-nos a conhecer como viajantes, mas não como pessoas. Resolvemos então fazer este vídeo e mostrar tudo o que se passa entre fotografias, o quanto nos divertimos em viagem, seja juntos, com amigos ou em família. Decidimos mostrar como somos sem filtros, sem maquilhagem, sem pose e, essencialmente, o que somos para além deste projeto. Este vídeo mostra o Nuno e a Laura como pessoa e como amigos, em viagem.

Esta também é altura de estar grato.

Eu, Laura, para além de tudo o resto na minha vida, estou grata pelo Nuno, estou grata por o ter conhecido sem esperar, por inesperadamente isso se ter tornado numa grande amizade, pelo convite do Nuno em participar no Instruções para Viajar como autora e por conseguirmos começar a tornar este blogue naquilo que sonhamos.

Eu, Nuno, estou grato por este ano recheado de conquistas! Pegámos naquilo que era um pequeno blogue de viagens e transformá-mos-lo num site, com domínio próprio, dedicado a ajudar pessoas a tirar partido da paixão pelas viagens. Fomos ainda mais longe e desenvolvemos parcerias que colocámos à disposição dos nossos leitores. E o futuro não poderia ser mais promissor! Nada disto poderia ter sido feito sem a equipa que eu e a Laura formámos, dois amigos que são também companheiros de viagem, sócios, parceiros de negócios e, acima de tudo, dedicados a vocês. Obrigado.

Estamos também agradecidos por todos os nossos amigos, familiares e seguidores, por todos os que nos apoiam em todas as metas. Desejamos a todos um Feliz Natal e um excelente 2020. E esperamos continuar a contar convosco e que continuem a gostar dos conteúdos que publicamos na nossa página.

Aos nossos amigos, à nossa família, aos nossos seguidores um grande obrigada. Dedicamos este artigo e este vídeo a vocês.

Da equipa do Instruções para Viajar,

Laura e Nuno.

NOTA: Sabemos que este videos não estão com a melhor qualidade e estão, alguns, na vertical porque, de facto, não foram feitos na altura com o intuito de publicação. Ainda assim, esperamos que gostem. 🙂

Hyde Park Winter Wonderland – Londres

Agora que chegou a época Natalícia chegam também os Mercados de Natal nas grandes cidades. Hoje falámos de um que, todos os anos, emerge no gigante Hyde Park, em Londres.

Este ano, o Hyde Park Winter Wonderland abriu ao público a 21 de Novembro e encerrará portas a 5 de Janeiro de 2020. Está aberto todos os dias das 10 horas da manhã até às 10 horas da noite. Exceto no dia de Natal, em que estará fechado.

A entrada no parque é grátis contudo, algumas atrações dentro do parque são pagas. Há duas formas para comprar os bilhetes: online antecipadamente (são mais baratos mas acresce uma taxa de 3 libras – o que torna o bilhete mais caro) ou então no próprio parque nas Box Office. As únicas vantagens que vejo em comprar o bilhete online é não esperar nas filas mas, pelo menos na altura em que eu fui (4 de Dezembro), a espera para comprar bilhetes não passava de 1 ou 2 minutos (exceto para patinar no gelo, aí esperei mais ou menos 10 minutos para conseguir o bilhete) e poder entrar nas atrações pela fast-track que, também não achei necessário. Acredito que aos fins-de-semana as filas sejam maiores, por isso, depende do dia em que decidem ir.

Mapa do Hyde Park Winter Wonderland

Como chegar?

Em Londres, a melhor forma de se deslocar (dependendo do sítio em que se encontra) é: a pé ou de metro. Se a opção escolhida for o metro pode sair em duas estações. Uma estação que fica mais longe e ainda tem que fazer uma caminhada de 10 min, chama-se “Green Park” ou então a estação que fica mesmo à beira da entrada para o parque “Hyde Park Corner“. Em qualquer uma destas chega rápido à entrada.

À chegada ao Winter Wonderland temos que esperar na entrada para que as malas e nós próprios sejamos revistados. Confesso que perdemos uns bons 20 min à espera, mas vale a pena. Não entram bebidas alcoólicas no recinto e claro está, também não entram armas.

Atrações:

Este mercado de natal é gigante e tem imensas atrações. Desde carrocéis, a casas fantasma, à roda gigante e jogos de feira popular, a bares e restaurantes temáticos. É impossível ver tudo num dia. Quando chegamos demos uma voltinha pelo ‘mercadinho’ com imensos artigos relacionados com o Natal, e não só. Percorremos o parque de uma forma geral e escolhemos quais os carrocéis ou atrações para os quais iríamos comprar bilhetes.

Uma das atrações que escolhemos foi a roda gigante. O preço é 9 libras por pessoa e vale muito a pena. Conseguimos ter uma visão total da área do Winter Wonderland e ainda da belíssima cidade de Londres e, recomendo que andem na roda à noite, porque assim já vão conseguir ver todo o parque iluminado. E é fantástico.

Existem imensas montanhas russas e divertimentos que acredito que fará as delicias de muitas pessoas, miúdos e graúdos todavia, eu devo manter a minha fama de medricas e não entrei em nenhum. 😛

Como antiga patinadora não resisti ao ringue de patinagem no gelo no recinto. O valor do bilhete é 16 libras por 50min. Esperava dar umas belas quedas mas, só dei uma. 😀 Parece que não perdi o jeito.

Algo que nos atraiu assim que decidimos passar o dia neste parque foi o “Bar Ice“. Um bar à temperatura de -10ºC em que tudo, lá dentro, é gelo! Os bancos, as mesas, o balcão, as decorações, etc. O bilhete custa 15 libras e neste valor está incluido um cocktail que é servido também num copo de… adivinharam… gelo! À entrada, é-nos dado um casaco quentinho e luvas para vestirmos e aguentarmos o frio no bar. Para além de todo o ambiente de gelo também havia boa musica para se dançar um pouco e não parecer só que nos estamos a mexer por causa do frio.

Estamos a falar de cerca de 100 divertimentos, mais as barraquinhas de artigos, mais os restaurantes e bares e ainda as roulotes de comida.

Relativamente aos bares e restaurantes. Da parte da tarde visitamos o bar “Thor’s Tipi Bar“. Uma tenda enorme, com um ambiente medieval incrível. No interior havia vários bancos espalhados e duas ou três fogueiras com bancos à volta. Um ambiente muito bom. Eu aproveitei para beber um chocolate quente e quem foi comigo provou as fantásticas cervejas.

Thor’s Tipi Bar

Para as refeições escolhemos as barraquinhas à medida que íamos percorrendo o parque. Podem escolher entre Kebabs, Hamburgers, Fish and ships, doces, salgados, entre outros. Ninguém ficará descontente. Como é lógico, no interior do parque as refeições ficam mais caras.

Também estão disponíveis vários espetáculos durante todo o dia: circo, stand-up comedy, karaoke, espetáculos no gelo e, ao início da noite, ainda um pequeno cortejo do Pai Natal.

É um local ótimo para se passar um dia em família ou com amigos. Com muita diversão, muito espírito natalício e muita, muita comida e bebida. Posso dizer que esta semana entramos definitivamente na época natalícia cá em Londres. Este parque é um sonho com todos os pormenores nas casa fantasma e nas barraquinhas de jogos de feira popular.

Casal no cortejo do Pai Natal

Contem gastar pelo menos 80 libras por pessoa se quiserem aproveitar o mínimo com refeições e duas ou três atrações, mais a viagem até ao parque.

Sem dúvida que recomendamos este mercado de natal e contamos, nos próximos anos, conseguir visitar mais mercados noutras capitais europeias. Não se esqueçam de ir com muitos casacos, luvas e gorros e sempre com um guarda chuva de prevenção, como sabem o clima em Londres nem sempre é de sol (eu por acaso tive muita sorte). Quem já visitou este mercado de Natal? Deixem nos comentários as vossas opiniões.

A aconchegante Bishop’s Stortford

Hoje falámos sobre um sítio diferente. As grandes cidades são a nossa preferencia mas, desta vez, visitamos família na aconchegante cidade de nome: Bishop’s Stortford.

Esta localidade fica situada a mais ou menos 40 minutos de Londres. É uma cidade histórica nos distrito de East Hertforshire no condado com o mesmo nome. Consegue conhecer-se bem num dia e meio (pelo menos os pontos mais importantes) dependendo dos interesses, por isso, é uma ótima opção, por exemplo, para quem vem visitar a magnifica cidade de Londres e tem um tempinho para parar pelo caminho.

Ruas da cidade com casas todas muito parecidas.

Para cá chegar, a partir do aeroporto de Stansted, basta entrar no comboio que sai de lá com destino a Londres – Liverpool Street e sair na primeira paragem. A viagem até Bishop’s fica por mais ou menos 5 libras.

Não vos consigo recomendar nenhum hotel ou pensão porque fiquei em casa de família mas, ainda assim, conseguem ter muita escolha (aqui).

Apesar da cidade ser pequena (cerca de 40 000 habitantes) , há muito para visitar. No tempo mais quente (primavera, verão) recomendo um passeio pela Floresta Nacional de Trust Hatfield, podem ir de comboio ou autocarro até ao Castelo de Mountfichet e aproveitar e ver a vila Norman, podem visitar o museu da cidade e a Fundação Henry Moore, a House on the Hill (Toy Museum), sugiro também um belo passeio pelos Castle Gardens e ver as ruínas do Castelo de Waytemore e também a Paddling Pool (para o tempo mais quente), podem entrar na Igreja Episcopal St. Mary the Virgin’s. Outro programa que devem fazer é um belo passeio pela beira rio (River Stort – nome dado pela cidade), nas margens vão ver enumeras casas com jardins virados para o rio e imensa vida animal (p.e. patos, muitos patos e outras aves e, também, esquilos). Conseguem também ver alguns barcos-moradia.

Castle Gardens

Confesso que a primeira coisa que me apeteceu fazer ao ver/sentir o ambiente desta cidade foi sentar-me a ler um livro com um 5 o’clock tea a acompanhar. A british way sempre me agradou. A casa onde eu fiquei fica a mais ou menos 10 minutos a pé do centro da cidade e este percorre-se em menos de 20 minutos, como disse, muito acolhedora.

Todas as quintas-feiras de manhã ao percorrer a Market Street, a Porter Street e a South Street conseguem ver várias bancas com vários produtos à venda. Um género de um Farmer’s Market (= mercado de lavradores).

Nostimo Delicatessen – Casa de Chá

Para uma pausa para um chá, porque vir a Inglaterra e não beber um chá das 5 é o mesmo que ir a Roma e não ver o papa, sugiro dois spots espetaculares (um deles onde estou a escrever este artigo): a casa de chá ‘Nostimo Delicatessen‘ e o espaço ‘Eat 17‘, os dois numa das ruas referidas acima.

Eat 17

Não podemos esquecer os Pubs, como por exemplo o ‘Black Lion‘ para um belo serão e os restaurantes com decoração muito caricata e com muita atenção aos detalhes. Sugerimos o ‘Host Terrace, Bar & Venue‘, o ‘Cibo‘ e o famoso ‘Skew Restaurante Champagne & Oyster Bar‘.

Esta cidade é ótima para quem estiver a precisar de visitar um sítio calmo e humilde mas com muita energia boa e pessoas muito, muito simpáticas. A localidade em si é muito bonita e muito bem organizada e o aspeto das casas sempre dentro do mesmo género. Bishop’s Stortford é a nossa sugestão desta semana. Uma ótima opção de visita para quem vai a Londres e tem umas horas para visitar outra cidade, para quem tem uma escala de algumas horas no aeroporto de Stansted ou para quem já visitou as cidades mais conhecidas de Inglaterra e procura algo diferente.

South Street

Estou cá em época de Halloween mas já só consigo imaginar como será na época natalícia, as ruas todas iluminadas, os restaurantes com decoração de Natal… eu como adoro essa época estou ansiosa para vivê-la cá.

Finalizo a dizer-vos que esta cidade foi uma verdadeira surpresa para mim e recomendamos que a descubram. Se tiverem a oportunidade de vir cá, não hesitem. Vale a pena!

Road trip pelo Sul de Itália – Salento

Salento! Imaginem-se a dizer esta palavra alto, com um sotaque de Itália e a gesticular como quando um verdadeiro italiano diz que a comida está ótima! É uma península situada na região de Puglia no sul de Itália. Para ser mais precisa e visual, fica no “tacão/salto da bota” (mais conhecido como tacco dello stivale). Esta península é banhada pelo Mar Jónico e pelo Mar Adriático.

Puglia (ou Apulia) é toda a região demarcada no mapa; Salento considera-se mais ou menos a partir de Bari.

Geralmente o Instruções para viajar investe em novos destinos mas, confessamos que Salento é um destino a repetir, por várias razões: as paisagens, as praias lindas e com água quente, as cidades, a comida… Ah! A gastronomia italiana a deixar-nos completamente apaixonados pelo Sul de Itália.

Recomendamos que, para conhecer bem esta região, que aluguem um carro como nós fizemos e, para conseguir ver e aproveitar tudo o que a região tem para dar, precisam de, no mínimo, 7 dias.

Paisagens

Irão comprovar pelas fotografias que todos os sítios que visitamos são lindos! Desde paisagem de mar a paisagem mais campestre, desde vinhas a villas enormes e perdidas nos planaltos, desde castelos a monumentos da época romana até pequenas aldeias dentro de muralhas de castelos e igrejas, basílicas e catedrais perdidas no meio das cidades. É um destino que dá para todos os gostos. Cada viajante, e dependendo do que prefere, vai ficar feliz de certeza.

Basílica de Santa Croce

Gastronomia

Itália! Preciso dizer mais? Pasta, pizza, vinho e mais pasta. Deliciei-me. Para os amantes de massas e de um bom vinho esta é a região certa para se passar uma semaninha.

Praias

Só visitamos uma praia mas… Mamma mia, que praia! Falo da água cristalina e transparente, azul turquesa (nem dá para descrever), da água quente (em Outubro!), um areal reduzido mas super limpo e com espaço para toda a gente. É tudo, incrível.

As cidades que visitámos

Ao longo dos 3 dias que lá estivemos visitámos cinco cidades. Começamos pela província de Lecce (que é a principal cidade da região de Salento). Perfeita para quem gosta de conhecer lugares com muita história, visitar igrejas, anfiteatros, praças e museus. Se ao percorrerem parecer que estão a visitar Florença, é normal, é conhecida por ser muito parecida e, alguns chamam-lhe de Florença do Sul. Aqui, recomendo que visitem:

  • Piazza Giuseppe Libertini;
  • Castelo de Carlos V;
  • Piazza Sant’Oronzo – anfiteatro romano;
  • Basílica de Santa Croce;
  • Parar para um belo almoço no restaurante Enogastronomia Povero;
  • Piazza Del Duomo – Catedral de Lecce (incluindo a Cripta), museu de arte sacra e capelas (apenas 5€).
Piazza del Duomo

Em Lecce há muito para ver mas a verdade é que nos alongámos muito no almoço e na pausa da tarde para um gelado e quando demos pela hora, estávamos quase no final da tarde. Decidimos então ver o pôr-do-sol e jantar em Porto Cesareo. É uma cidade que, na nossa pesquisa, apuramos como sendo um sítio onde teríamos dos melhores bares para passar um bom serão. Infelizmente quando lá chegamos já era noite (e por isso não conseguimos ver bem as praias de lá, mas pelo que pesquisamos são bem bonitas) mas conseguimos ter paisagens incríveis na viagem de carro com o pôr-do-sol e, mal chegamos, percebemos a atmosfera do local. Barcos na marginal, uma feirinha que percorremos a ver todos os artigos e finalmente encontramos o nosso restaurante. Ao almoço em Lecce a eleita foi Pasta, ao jantar a típica Pizza. O restaurante chama-se Baldi’s Pizzeria. Depois do jantar parámos num bar onde ficamos um pouco a beber uns cocktails.

Vista do restaurante em Porto Cesareo

Otranto foi outra das cidades escolhidas para visitar. Antes de chegar ao centro da cidade resolvemos parar num lugar que nos chamou à atenção quando preparávamos a viagem. Chama-se Grotta della Poesia, umas das 10 piscinas naturais mais bonitas do mundo. Um sítio espetacular para mergulhar. Viam-se turistas a saltar das partes mais altas, mas eu, como medricas que sou e a tentar manter essa fama, não me atrevi e fui pelas minhas grandes amigas … as escadas. A água é completamente transparente e consegue ver-se o fundo da gruta.

Uma pequena curiosidade: chama-se gruta da poesia porque dizia-se que uma linda princesa gostava de se banhar nas águas saudáveis da gruta. A princesa era tão bonita que assim que a notícia se espalhou, poetas viajaram de todo o sul de Itália para compor versos inspirados pela sua beleza.

Depois de umas boas horas a nadar, apanhar sol, tirar 1000 fotografias e, o resto do grupo mergulhar, partimos para o almoço no centro de Otranto. Escolhemos o restaurante Cala dei Normanni com uma esplanada mesmo em cima da água do mar. Foi o restaurante mais caro onde estivemos, pagamos aproximadamente 22€ por pessoa e algumas de nós comeram prato de marisco. De seguida, fizemos um pouco de praia e ao final da tarde passeamos pelo Castelo di Otranto onde, por dentro das suas muralhas, conseguimos encontrar ruas aconchegantes cheias de comércio e a Catedral de Otranto.

Lungomare degli Eroi – Otranto

No dia seguinte, e já a caminho do aeroporto, ainda tivemos um dia para explorar. A cidade por onde passamos de manhã foi Polignano a Mare. Como é que eu posso explicar a minha reação a este lugar? Desde há uns dois anos para cá que, pelas redes sociais, me foi aparecendo uma imagem de uma praia entre falésias e eu sempre disse que um dia iria lá. Quando parámos o carro, pelo menos eu, não estava a associar o nome da cidade ao lugar e quando vi essa praia fiquei extasiada.

Polignano a Mare

Ainda nesta cidade conseguimos visitar mais um castelo e mais uma pequena aldeia onde parámos para um brunch e, seguimos viagem para Bari. Não vou dizer que não gostei desta cidade mas, de todos os sítios que visitamos, esta não ficou no top 3. É uma cidade mais industrializada e com pouco para ver. Mesmo assim resolvemos parar na parte velha e caminhar pelas ruas típicas e visitar algumas basílicas.

Ruas da zona histórica de Bari

Passamos também por outra pequenissima aldeia entre Locorontondo, Fasano e Alberobello. Foi mesmo só de passagem que paramos para tirar umas fotografias à beira das casas típicas. Outra cidade que gostaríamos de ter ido mas já não tivemos tempo de visitar é: Ostuni.

Achamos estranho, e não sabemos se foi pela altura em que viajamos (outubro) mas a maioria das igrejas, catedrais e basílicas estavam fechadas ao público e, as que estavam abertas, grande parte cobrava entrada. Mesmo assim, conseguimos ver algumas e muito bonitas.

A nossa viagem

Viajar para Bari não fica caro. Fizemos voos Porto – Milão – Bari – Milão – Porto, alugamos carro para 6 pessoas e para o alojamento escolhemos uma villa perto de San Michele Salentino. Se alugarem villa, geralmente elas ficam situadas longe das cidades principais por isso, se não alugarem carro, é melhor o alojamento ser num hotel numa das cidades.

Tudo isto ficou por aproximadamente 300€/pessoa. Relativamente ao que gastámos por lá (compras de supermercado, recuerdos, almoços e jantares) foram, aproximadamente, mais 200€/pessoa.

É, definitivamente, um lugar para voltar e recomendámos vivamente a visita para quem quer umas férias calmas, low-cost e com sotaque italiano.

Para verem opções de alojamento podem pesquisar aqui.

Se estiverem interessados em fazer excursões organizadas têm algumas dicas aqui.

Road trip em Salento – Puglia de 27 de Setembro a 2 de Outubro de 2019

12 razões para viajar em Portugal

Muitas vezes ouvimos a expressão “Vamos para fora cá dentro” quando alguém quer dizer que as suas férias serão passadas dentro de Portugal. Engraçada esta expressão! De facto, mesmo tendo um período de férias no nosso país, e perto de casa, conseguimos sentir-nos distanciados o suficiente para conseguir um bom descanso. E este país tem tanto para se ver e conhecer!

Deixo-vos aqui 12 razões para visitar Portugal, o nosso maravilhoso país!

1- Tempo limitado

Para quem não tem muitos dias de férias, viajar em Portugal pode ser uma ótima opção. Em 2 ou 3 horas conseguimos percorrer uma boa distância de carro. Por vezes, até muito perto de casa se encontram pequenos paraísos que nos proporcionam umas ótimas férias ou fins-de-semana prolongados.

2- Medo de andar de avião

Para quem tem pânico de andar de avião, poder viajar de carro pelo nosso país é excelente e ainda dá a possibilidade de visitar várias cidades durante os dias que temos disponíveis e aproveitar as vistas da extensa costa do Atlântico e Mediterrâneo, mas também, do interior.

3- Barreira linguística?

Viajar ‘cá dentro’ é, normalmente, a primeira escolha para quem não sabe ou não se sente confortável em falar outra língua. Cá, temos a certeza que a barreira linguística não existirá e não irá atrapalhar as férias. Será sempre mais fácil fazer um pedido num restaurante, num alojamento ou até na praia.

4- Clima

O clima no nosso país é espectacular. É um dos países europeus com temperaturas mais amenas e mediterrâneas. Por isso, ao viajar por terras lusitanas há uma grande probabilidade de ter tempo de sol e calor, principalmente no verão. Ou então, se a preferência for de viajar em tempo mais frio, em certas regiões podem conseguir uma paisagem cheia de neve para aproveitar para fazer alguns desportos de inverno e o típico boneco de neve. Aqui, há um bocadinho de terra para todos os gostos.

Praia de Espinho

5- História

Estamos a falar de um país com milhares de anos de história. Os registos de como país vão até à Baixa Idade Média, falando de Portugal só como terra física a história remonta 500 000 anos. Por esta razão, não há como errar ao escolher o distrito/cidade/aldeia para passar uns dias. Se um dos seus interesses for história, em cada cantinho irá conseguir ver pedaços de história a contar.

6- Gastronomia

Preciso referir mais alguma coisa? Para quem for um bom garfo, que é como quem diz, um bom amante de comida, este é o destino ideal. Estamos a falar de uma dieta mediterrânea com excelente pão, azeite, sopas e cozidos, enchidos, temperos, peixe e marisco reforçando a bela da sardinha, doces, vinho, já para não falar das 1001 formas de cozinhar bacalhau. Não é há toa que os turistas estrangeiros ficam maravilhados com a nossa comida e prometem voltar muitas mais vezes.

7- Viajar com amigos

Para quem planeia uma viagem de grupo com amigos, mais uma vez, não sair do país é uma ideia. A nível de preços, geralmente, o nosso pedaço de terra tem uma relação qualidade-preço muito boa e, é muito acessível comparado com outros destinos. E, claro, num grupo de amigos nem todos tem as mesmas possibilidades monetárias, por essa razão, fazer uma viagem em que se consiga dividir despesas como numa road trip é uma boa forma de incluir todo o grupo.

Road trips para Aguieira em Coimbra e para os Passadiços do Paiva em Castelo de Paiva

8- Bons alojamentos

Nos últimos anos têm surgido cada vez mais alojamentos portugueses e com muita qualidade. Claro que devemos sempre ter cuidado com o que escolhemos mas, regra geral os hotéis e alojamentos locais estão a ficar com melhores condições. De Norte a Sul do país, existem alojamentos para todos os gostos, desde os mais acessíveis aos mais dispendiosos, dos mais simples aos mais luxuosos e desde o interior ao litoral.

Montebelo Aguieira Lake Resort 5* – Distrito de Coimbra

9- Praias

Para quem prefere viajar ou passar férias no verão (isto é, quase toda a gente) as nossas praias fazem as delícias desde as crianças até ao cidadão mais sénior. Desde a zona norte até ao Algarve, este cantinho do Atlântico foi abençoado com uma costa que se estende por 943 km no continente, 667 Km nos Açores e 250 Km na Madeira. Para além de se conseguir ir a banhos, as paisagens são lindíssimas conseguindo-se observar falésias, dunas, areais, etc. E resta-me referir a água quentinha que conseguimos ter no sul (mas, só mesmo no sul). Sendo justos, mergulhar nas praias do norte, pode ser comparado a 1000 agulhas a espetarem no nosso corpo. São praias lindas mas muito, muito frias. Contudo, na região do Algarve temos praias com água a temperaturas amenas.

10- Paisagem Campestre / Turismo Rural

Não só somos afortunados com praias lindíssimas, também temos paisagens campestres de cortar a respiração. É, sem dúvida, uma das maiores riquezas que podemos apresentar aos turistas. Temos planícies, montes e vales, barragens, vinhas, herdades, etc. Tudo para conseguir umas férias calmas e, é ideal para quem não gosta de praia ou prefere algo para uns dias de descanso e silêncio.

Barragem do Azibo em Macedo de Cavaleiros – Distrito de Bragança

11- Ilhas

O arquipélago dos Açores e da Madeira são perfeitos para uma escapadinha de 3 ou 4 dias. Pessoalmente só visitei a ilha da Madeira mas, tenho ouvido relatos em como a ilha de Porto Santo e as ilhas do Açores são espectaculares e com paisagens maravilhosas.

Jardim Tropical Monte Palace no Funchal – Madeira

12- Espirito hospitaleiro

Não há povo que receba tão bem como o português. Visitar outras cidades que não a nossa, é estar fora de casa mas sentir-se em casa. Portugal é familiar e é amizade. Cá, jantamos num restaurante e ficamos amigos do dono, ficamos hospedados num alojamento local e se lá voltarmos a pessoa que nos recebeu ainda se vai lembrar de nós e vai tratar-nos como se fossemos familiares, na praia vai haver sempre alguém que fique a tomar contas das nossas coisas enquanto vamos à água e o senhor dos gelados ou da Bola de Berlim vai tratar-nos sempre bem.

Como vêm são tudo excelentes razões para “ir para fora cá dentro” durante uns dias. E vocês? Lembram-se de mais alguma razão para viajar no nossa incrível país? Fico à espera das vossas dicas nos comentários, porque ainda há muito verão para aproveitar.

Como planear a próxima viagem?

Está a chegar a altura das férias e do tão esperado descanso. Mas, para que esse descanso não seja perturbado com algum contratempo, deixamos aqui a sugestão de tudo o que não devemos esquecer quando vamos de viagem e também algumas sugestões de segurança. Claro que muitas coisas dependem do país/cidade e altura do ano em que viajamos mas, há outras que são transversais a qualquer viagem.

Para além do bilhete de transporte, seja avião, barco, autocarro ou comboio, da estadia e do transfer/transporte para o alojamento (caso seja necessário), algo que recomendo sempre a fazer é: um seguro de viagem. Claro que queremos que as nossas férias corram bem contudo, na eventualidade de algo acontecer é sempre bom estarmos prevenidos com um seguro associado aos dias de viagem e que beneficiem todo o grupo com que viajam. Há muitos seguros por onde escolher, mas vai sempre depender do destino, do que querem fazer em viagem, etc. Recomendo-vos uma boa pesquisa para saber qual o melhor para ti, para a tua família ou para o teu grupo de amigos.

Aqui podem pesquisar sobre os seguros de viagem da IATI. Se reservarem através deste link, damos um desconto de 5%.

Depois destes detalhes todos resolvidos, chega a altura de decidir o que fazer em viagem. Normalmente, o que eu faço, é uma pesquisa sobre os locais mais visitados (e alguns menos conhecidos), faço uma lista e depois divido por áreas de forma a distribuir essas zonas por dias, criando assim, um roteiro (isto no caso de ser uma viagem para uma cidade e se o objetivo for conhecer o máximo de lugares possível).

Planeamento do primeiro dia da viagem a Londres – Nov ’15

Se for o tipo de férias que ficamos hospedados num hotel em regime de TI o que eu costumo fazer é (vamos considerar só uma semana de férias): escolher 2/3 dias no máximo e pesquisar as melhores excursões/ atividades/ visitas com guias (geralmente) para poder conhecer o país/cidade escolhidos.

Por exemplo, quando eu e o Nuno viajamos para a Tunísia ficamos num hotel em regime de TI e, depois da apresentação no hotel sobre as excursões que o operador turístico tinha, escolhemos 2 dias e meio para as excursões que queríamos fazer. Sim, é verdade que perdemos estes dias de hotel life mas valeram cada cêntimo. Estas excursões podem ser planeadas antes da viagem acontecer como foi o caso da nossa viagem para Samaná, em que compramos os bilhetes com muita antecedência ou, no dia a seguir à chegada ao destino, como foi o caso de Djerba.

Podem também saber mais sobre algumas excursões de viagens, da empresa Get Your Guide, aqui.

Depois de todo este planeamento, o que é que falta? Fazer a mala!

Não me vou alongar muito no tópico de como diminuir o peso e volume da mala, porque o Nuno já falou disso aqui. Mas aquilo que é indispensável numa mala é: calças/calções, t-shirts, roupa interior, sapatilhas confortáveis, chinelos, produtos de higiene, fato de banho, protetor solar e after sun – SEMPRE! – , (principalmente para quem tiver uma pele como eu que fica logo tipo lagosta com 5 minutos de praia), óculos de sol, chapéu, mochila, roupa confortável, livro, elásticos para o cabelo etc.

Nunca esquecer o carregador de telemóvel e uns fones para poder ouvir música no avião, por exemplo.

Algo que eu acho essencial é o cartão revolut (mais sobre o cartão aqui neste artigo do Nuno). Depois de ter pago taxas absurdas quando levantei dinheiro na Tunísia, este cartão passou a ser um dos meus melhores amigos.

Documentação necessária para viajar: passaporte, cartão de cidadão, cartão europeu de seguro de doença (mais sobre isto aqui), bilhetes e qualquer outra documentação que a vossa agência vos forneça.

Medicação: não esquecer, principalmente se viajarmos para locais mais exóticos. Eu não dispenso o repelente, o anti-histaminico, anti-inflamatório ou analgésico, pensos rápidos, anti-hemético e anti-diarreico.

Kit de primeiros socorros de viagem

O básico que nunca devemos deixar para trás são: lenços de papel, uma garrafa para água reutilizável, aloquetes para as malas, máquina fotográfica e carregador, secador/ferro do cabelo caso o hotel não tenha (mas é algo que, em viagem, eu dispenso), sacos para o lixo e para a roupa suja, toalhitas, powerbank, entre outros.

Por fim, mas não menos importante, e porque gosto de ser uma pessoa prevenida, tenho sempre alguns cuidados principalmente quando viajo sozinha.

Uma das coisas que faço é, para além das informações na minha mochila, ter sempre um papel comigo (fora da mochila) com a morada do local em que estou hospedada para o caso de me perder ou no caso de assalto e ficar sem as minhas coisas (pois é, não podemos só pensar que vai correr tudo bem).

Desde que tenho o cartão revolut que não o faço tanto mas, tento sempre guardar dinheiro em sítios diferentes. Ou seja, algum dinheiro guardado na carteira, outro na mala, e outro (porque às vezes consigo ser um pouco paranóica), dentro do sapato/meia.

Antes da viagem, uns dias, tiro foto de todos os documentos que necessito em viagem e envio para o meu próprio email (tenham a certeza que sabem a password para aceder à vossa conta porque se forem como eu que tenho sempre o email aberto no telemóvel e no computador, podemos esquecer esse detalhe). O email é uma ferramenta que podemos ver em qualquer lugar, desde que haja internet e, no caso de um assalto ou se perdermos a nossa documentação conseguimos com mais facilidade e rapidez, resolver esta situação na polícia ou no consulado do nosso país, no país de destino.

Tentem sempre estar atentos à vossa mochila e, deixando a mala no hotel, deixem os itens de valor no cofre.

Antes da viagem façam o download de uma app que tenha disponível mapas para consulta offline, já que os tarifários dos dados móveis das operadoras para países fora da Europa são muito caros.

Estas são as nossas sugestões para uma viagem sem percalços ou, caso aconteçam, algumas sugestões também para poderem resolver rapidamente os contratempos em viagem.

Têm mais sugestões para uma viagem mais tranquila? Deixem nos comentários que a equipa do Instruções para Viajar agradece.

Desejo-vos a todos viagens seguras e tranquilas.

Está na hora de mudar…

Hoje falo-vos de algo que me diz muito. O nosso mundo! Lugar de todos os destinos que podemos visitar, lugar de todos os animais, o nosso lugar. O lugar que todos temos, o único que é nosso em todo o Universo e que, se continuarmos com a maioria dos nossos comportamentos, vamos perdê-lo. Muitos pensam e sabem que essa perda vai acontecer mas, só daqui a muitos anos e que, já só será problema dos nossos netos. Hmm… não é bem assim.

Deserto do Sahara – Tunísia

Ultimamente, temos ouvido ou lido sobre locais que estão a ser fechados ao público para recuperação devido à quantidade de turistas que por lá passam mensalmente, temos animais a ficar em vias de extinção ou a viver as suas vidas em constante medo e stresse por causa do turismo, constantemente vemos lixo no chão dos locais que visitamos, até mesmo os de mais difícil acesso e, quando os turistas não estão a perturbar os animais, estão a estragar o seu habitat natural.

CHEGA!!

Pelicano – espécie protegida no Parque Nacional Los Haitises

Há tantas formas par continuarmos a ver o nosso mundo sem o arruinar. Não vamos só tentar não causar impacto negativo… vamos tentar fazer tudo de bem pelo nosso planeta e vamos deixar o lugar que visitamos melhor do que o encontramos!

Ficam aqui algumas sugestões sobre os comportamentos que todos podemos adotar, incluindo eu e o Nuno, para deixar a nossa Terra mais saudável.

Porto da ilha de Cayo Levantado – República Dominicana

Vamos começar a respeitar todos os sinais instalados pela instituição de turismo da região que estamos a visitar. Estão lá por alguma razão. Estão lá para controlar as visitas e, que estas deixem o local igual ou melhor do que o encontraram.

Somos seres racionais e é fácil pensar que se não vamos deixar lixo no local, a solução passa por andar sempre com um saco na nossa mochila. Fazer por trazer o lixo connosco para depositar nos locais corretos e, se for o caso, aproveitar para limpar um pouco a paisagem. Há uns tempos atrás, vi no Instagram, uma iniciativa que me pareceu muito muito boa: mostrar em fotos o lugar quando chegaram e quando foram embora. Algumas das fotos eram completamente diferentes. Estamos a falar de lugares turísticos que quando a pessoa chega estão cheios de lixo no chão e, quando a pessoa sai, estão muito mais limpos.

Evitem usar ou comprar algo que tenha como embalagem plástico ou, se usarem, que seja algo que consigam reutilizar. Tudo o que for descartável, dispensem!

Oásis de Tozeur – Tunísia

Sempre que possível vamos andar a pé. Para conhecer um lugar não há melhor que um bom passeio a pé. Sim! Os transportes públicos, em algumas situações, são necessários mas, viajar também significa descobrir e para fazer isso nada como evitar transportes públicos ou privados.

Tentar não usar papel. É verdade que eu sou aquela turista que não resiste a um bom mapa/roteiro/guia mas é algo que estou a tentar evitar daqui para a frente. Somos uma geração com acesso a tecnologia de ponta. Os mapas podem ser pesquisados no telemóvel/tablet, os bilhetes de avião não necessitam de ser impressos e os das excursões, museus ou outras atrações turísticas, se possível, também podemos evitar de os imprimir e mostrar nas entradas no telemóvel.

Praia em Djerba – Hotel Seabel Aladin – Tunísia

Não vou mentir e dizer que nunca fiz turismo que envolvesse animais, não vou ser hipócrita a esse ponto. Mas posso dizer-vos o que me apercebi e que faz com que eu não queira mais esse tipo de experiências. Vi a forma como tratam os animais, vi prisão nos seus olhos, vi indiferença na cara dos donos dos animais. Posso dizer-vos: NUNCA MAIS!

Há várias formas de ver os animais e sem os perturbar. Por exemplo, quando fui à Madeira fiz um passeio de Catamarãn que cumpria todas as regras para não perturbar os animais. Os cuidados iam desde reduzir o barulho do barco em alguns locais e das pessoas não falarem alto até ao perímetro em que deveríamos ficar e não ultrapassar. Neste caso, e cumprindo todas as diretrizes, os animais é que se aproximavam de nós.

Passeio de barco ao largo da costa do Funchal – Portugal

Um pouco off-topic mas acreditem que a longo prazo vai fazer sentido: para quem acha que viajar com os filhos dá muito trabalho e que só o querem fazer quando eles forem mais velhos… ESQUEÇAM. Viagem com eles em todas as idades e vão criar adultos não só psicologicamente saudáveis, calmos e curiosos como vão ser também seres responsáveis e conscientes do seu impacto no mundo. Sim, é verdade que eu ainda não tenho filhos e muitos vão discordar de mim mas pelo menos acho que o esforço (que acaba por não o ser) vale a pena. E quero também acreditar que quando tiver os meus filhos, e tiver essa possibilidade, serei a típica mamma bear em viagem e os seus cubs sempre atrás 😛

Nascer do sol em Chott el Djerid – Tunísia

Uma coisa é estarmos num resort em regime de tudo incluído, outra é termos a oportunidade de fazer as refeições fora do hotel. Se este último for o caso, sugiro que tentem fazer estas refeições em lugares típicos e restaurantes locais. Vamos promover a economia local. Não vou dizer para não fazerem uma refeição num restaurante ou outro de fast food, mas podem encontrar opções, provavelmente mais baratas e mais saudáveis e, quem sabe, também vão estar a ajudar uma família.

O mesmo dizemos dos souvenirs.

Palmeiras em Las Terrenas – República Dominicana

Como eu própria me quero tornar uma viajante mais consciente do ambiente e da sua conservação, aceito também as vossas sugestões. Não estou nem perto de saber tudo, nem sou a turista perfeita e, por isso, conto convosco para me sugerirem melhores comportamentos nos comentários, para além dos referidos aqui.

Vamos ser melhores para o nosso planeta, vamos dar o exemplo, e torná-lo ainda melhor.

Praia de Samaná – Província da República Dominicana

Samaná: um paraíso de selva e mar

Para quem procura aproveitar as águas quentes e transparentes das Caraíbas mas não está interessado em muita confusão, a pequena península de Samaná é uma excelente alternativa. Falámos de uma pequena província na República Dominicana, um pedacinho de terra tocado por algo muito sagrado, no meio de quase nada e ainda pouco conhecido pelo comum turista.

A receita para o destino perfeito é uma mistura entre praias paradisíacas, praticamente desertas e selva. Se és o tipo de pessoa que não gosta de ficar só dentro do resort a apanhar sol na piscina ou praia, então este é o destino perfeito para ti, recheado de atividades em comunhão com a natureza luxuriante.

Inicialmente, o plano era um destino como Punta cana, Varadero ou Riviera Maia mas, assim que descobrimos Samaná, não havia mais a pensar. Atenção a quem não gosta de chuva. Samaná, como quase toda a América central, tem um clima tropical marítimo quente e húmido, que faz com que chova pelo menos duas vezes por dia. Chove muito durante 5 minutos e logo a seguir somos presenteados com sol radiante e um calor que nos corta a respiração. A semana foi quase toda com 28º-31º com uma sensação térmica de 35º-38º e humidade sempre nos 92-96%. Isto em Novembro de 2018, quando aqui em Portugal já se viam as primeiras decorações de Natal e vestíamos os agasalhos mais quentinhos.

Para quem pensa ir e quer apanhar menos chuva (sim, menos! Porque nesta península vão apanhar sempre um pouquinho de chuva, dada a alta densidade de vegetação tropical) pode aproveitar os meses de Janeiro a Abril e, cuidado com os meses de Agosto a Outubro já que é a época de furacões. Basicamente, o que acontece é: ou vão na altura de chuva e apanham muito calor e alguma chuva, ou vão na altura de pouca chuva para a qual os locais dizem que não aguentamos porque nós, europeus, não sabemos o que é calor a sério 😂. Fica ao vosso critério.

Em Samaná ficamos, mais precisamente, em Las Terrenas, no Resort Grand Bahia Principe El Portillo (5 ⭐). A viagem foi feita pela companhia Air Europa. Confesso que foi o primeiro voo de longo curso que fiz e, meus amigos, custa muuuuuuuito aguentar 9h dentro de um avião. Para chegar lá fizemos um voo Porto – Madrid para uma escala de duas horas e depois seguimos no voo para Santo Domingo que demora, aproximadamente, 9h. Chegados, finalmente, fizemos uma viagem rápida (#not) até Las Terrenas (2h de carro). Mas acreditem que quando chegamos ao hotel percebemos que a viagem valeu cada segundo desconfortável passado no interior do avião.

O hotel referido é, literalmente, um luxo. Uma pequena cidade dentro de portões com cerca de 24 vilas cada uma com 10-12 quartos. Portanto, como podem imaginar, para nos deslocarmos dentro do hotel ainda tínhamos que andar um pouco, por isso, haviam, sempre que necessário os Cadis (uma espécie de carrinho de campo de golf que podia ser reservado pela aplicação da cadeia de hotéis Bahia Principe), à disposição de todos os hóspedes e que nos levava do quarto para, por exemplo, os restaurantes.

Para além de piscina, campo de ténis, praia privada, jacuzzis, zonas não autorizadas a crianças, spa, ginásio, bares abertos 24h, discotecas e lindos jardins interiores, ainda tinha, o Restaurante Buffet – Las Dálias – mais outros quatro restaurantes à la carte: um francês – Orquídea (Gourmet) – , um brasileiro – Rodízio – , um italiano – Portofino – e um mediterrâneo – El Pescador. Estes últimos necessitavam sempre de reserva com, no mínimo, 24h de antecedência. Provámos todos e são todos soberbos e ótimos para variar da comida do buffet, não desdenhado no entanto, a sua ótima comida, proporcionando todas as noites um tema diferente, por exemplo, comida mexicana, comida tailandesa, japonesa, etc.

O pequeno almoço naquele hotel é, por si só, um atentado à gula e quase que dá para comer para o resto do dia. A simpatia de todo o staff deste hotel é incrível. São todos muito prestáveis e amáveis e com o uso da aplicação, para pedir, por exemplo, um cobertor, demoravam 5 minutos (já disse o quanto o hotel era grande?) a trazer ao quarto.

A somar a isto o hotel ainda oferece várias atividades durante todo o dia, entre elas: animação na piscina, concertos e espectáculos noturnos, e ainda atividades de praia como caiaque, passeios de catamarã, snorkeling ou até Jenga, aulas de dança e desportos como o volleyball. A praia do hotel é perfeita e para quem quiser uns bons passeios de fim de tarde pode sempre assinar um papel de responsabilidade à saída dos limites da praia do Bahia Principe e percorrer quilómetros e quilómetros de praia sem ninguém. Vale a pena. A água não é a mais quente em que já nadei mas é ótima. Toda a costa está repleta de corais mas sempre com zonas em que dá para nadar ou simplesmente ficar a boiar a pensar em como é bela a vida.

Como não somos pessoas de nos prender muito ao hotel reservamos duas excursões. A primeira incluía, na parte da manhã, um passeio de barco pelo Parque Nacional Los Haitises, uma área natural protegida que cobre 1600 km2, e apresenta rochedos com 30m de altura, extensos manguezais e pequenas ilhas que abrigam centenas de aves de várias espécies em risco e têm, também, várias grutas visitadas não só pela sua beleza perdida no meio da selva mas também pelos petróglifos e pictogramas nas suas paredes.

Deste magnifico parque, partimos de barco para a espetacular ilha de Cayo Levantado aka Ilha Bacardi (ficou assim conhecida pela publicidade a essa mesma marca lá filmada na década de 70). Chegados a esta ilha completamente encharcados da viagem de barco após uma tempestade no meio do mar, almoçamos num pequeno restaurante no meio de árvores, palmeiras e casas em madeira típicas desta zona. Logo a seguir ao almoço, podemos aproveitar a deslumbrante praia de água quente, apanhar um ‘solzinho’ e deixar meia horinha para a compra dos recuerdos.

Preparem-se para negociar. Nós, até as sapatilhas deixamos lá ficar em troca de búzios e ímans para o frigorifico.

A segunda excursão foi só na parte da manhã. A primeira paragem que fizemos foi para visitar uma casa de fabrico de tabaco e seguimos viagem para o majestoso Salto del Limón. A viagem pode ser feita a pé ou a cavalo em metade do percurso e a restante é feita a pé.

Preparem-se para subir milhões de escadas. (ok! Não são milhões de escadas mas foi o que pareceu. 😜). Ficamos sem fôlego quando olhamos para a cascata com 40 metros desde o cimo da Sierra de Samaná. E sim, podem mergulhar na pequena piscina que se forma no fundo desta cascata e tirar fotografias que não conseguem igual em mais lado nenhum.

Samaná é incrível, de todas as formas e por todas as razões, as praias, os corais, as cascatas, os passeios pela selva, as visitas de barco ao parque nacional. Tudo é lindo e de cortar a respiração!

Se já estão a pensar na próximas férias, considerem Samaná e o Grand Hotel Bahia Principe El Portillo e acreditem que não se vão arrepender. Fica a viagem de uma vida! As ilhas das Caraíbas eram uma das minhas viagens de sonho e que já posso colocar como ‘check’ na minha bucket list.