O derradeiro guia para visitar Bali

O cansaço das intermináveis horas de voo desvanece no momento em que pisámos o chão sagrado de Bali. Visitar esta ilha da Indonésia não é apenas mais uma viagem, é toda uma experiência cultural, uma aventura pela natureza e uma descoberta espiritual que nos transcende. Apesar de ser um destino turístico e comercial, supera todas as nossas expectativas, faz jus ao hype e nos deixa em êxtase absoluto. Vamos desvendar os mitos para que possas começar a planear agora mesmo a tua visita.

Voos

Começamos pela parte que dói mais: a viagem até lá. A maioria das rotas tem a duração de cerca de 22 horas de percurso, com uma ou mais escalas. A faixa de preços situa-se entre os 500€ e os 900€, para ida e volta em classe económica, sendo que pagar mais que isso não me parece que seja razoável. Quanto mais cedo reservarmos, maior a probabilidade de apanharmos uma pechincha. O meu voo ficou por 700€, pela Singapore Airlines, com escalas em Frankfurt e Singapura.

Quando visitar?

O clima na Indonésia divide-se em estação seca, entre abril e outubro, e a estação das chuvas, entre novembro e março. Sugiro que se opte por datas dentro da estação seca ou num período de transição, pois as temperaturas são mais amenas e existe menos precipitação. Devemos também evitar os meses da época alta, como julho, agosto e dezembro, altura em que os preços sobem abruptamente e a ilha fica inundada de turistas. Nós fizemos a nossa viagem no final de outubro e início de novembro e apanhámos um tempo incrível.

Penhascos idílicos de Nusa Penida.

Por quanto tempo?

Resposta rápida: quanto mais tempo melhor! A ilha tem imensa coisa para ver e toda a atmosfera remete para nos prender por lá tanto tempo quando possamos dispensar. Contudo, sei o quanto é difícil fazer a gestão dos nossos dias de férias e por isso recomendo, no mínimo, 10 dias no terreno, isto é, sem contar com o tempo de viagem.

Regime de entrada e moeda

Para visitantes de Portugal, é apenas necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade à data de saída da Indonésia. O visto conferido à chegada é gratuito e válido por 30 dias. Para estadias de duração superior é necessário um visto especial emitido pela embaixada da Indonésia, ou então, sair e voltar a entrar do país após os 30 dias iniciais.

A moeda utilizada é a rupia indonésia (IDR) e, como sempre, aconselho a utilização do cartão Revolut para evitar o pagamento das taxas de cambio e de levantamentos (vê como aderir de forma gratuita aqui). Funcionou na perfeição em todas as caixas multibanco que utilizei e melhor ainda nos pagamentos diretamente com o cartão.

Saúde e segurança

Tendo em conta o clima exótico, propício a doenças tropicais a que não estamos habituados, é indispensável a realização da consulta do viajante. Desta forma conseguimos viajar informados acerca dos cuidados a ter, nomeadamente a nível de higiene ou até mesmo medidas para nos ajudar a enfrentar as longas horas de voo. No meu caso, tive também que tomar a vacina da Hepatite A.

O povo balinês é extremamente simpático e acolhedor e em nenhum momento me senti inseguro, no entanto, isso não invalida o uso do bom senso. Uma vez que, para usufruirmos do melhor que a ilha tem que para oferecer, implica termos que nos aventurar por caminhos pouco acessíveis e um tanto perigosos, é fundamental um bom seguro de viagem. Eu uso o seguro da IATI, que oferece assistência 24h/dia em português e é livre de franquias caso seja necessário ativar. Ao aderires aqui, obténs 5% de desconto sobre o preço de tabela.

Campos de arroz em Ubud.

Onde ficar?

Para uma primeira visita, e de forma a termos uma maior flexibilidade nas deslocações pela ilha, precisámos dividir a nossa estadia em duas áreas distintas: zona da península de Bukit, permitindo-nos conhecer facilmente a região sul, as praias e o estilo de vida noturno, como Seminyak, Kuta, Jimbaran, Nusa Dua e Uluwatu, e a zona de Ubud, para mergulharmos profundamente na natureza e nas tradições balinesas.

Os preços dos alojamentos são estupidamente baixos e não faltam opções de excelente qualidade. Tirando proveito desse facto, ficar numa villa com piscina privada e num resort de luxo são duas experiências que devemos tirar proveito. Claro está que o quarto-de-banho ao ar livre é um dos requisitos a cumprir!

Quanto a nós, em Jimbaran, ficamos numa villa privada no KUBU GWK e, em Ubud, optámos pelo resort Adiwana Arya Villa, com vista para os campos de arroz. Cada um proporciona uma experiência diferente mas são ambos altamente recomendáveis.

Transportes

Os transportes públicos são praticamente inexistentes em Bali, obrigando-nos a encontrar formas criativas de explorar a ilha. Muitos turistas optam por alugar uma scooter, contudo, o trânsito é caótico, circulam no sentido contrário ao europeu, a maioria dos lugares a visitar são de difícil acesso, em ruas mal pavimentadas e em penhascos para a morte certa, e por isso mesmo, não é algo que recomende, a não ser que tenhas por perto um ávido e experiente condutor de mota a quem possas confiar a tua vida. Para além disso, vais precisar de uma licença de condução internacional.

A opção segura passa por contratar um guia/condutor local e experiente que te acompanhe. Pesquisei várias empresas mas foi na Go Adventure Bali que conheci a Nilla, uma guia local, super atenciosa e disponível que, para além de nos levar onde queríamos, recomendou-nos locais para comer e ainda nos tirou fotos magníficas. É também muito flexível, tem pacotes já predefinidos para excursões de dia inteiro e foi uma ajuda preciosa no planeamento do itinerário.

O que fazer?





Brevemente


Hurghada, o refúgio do Mar Vermelho

Como não amar um destino que combina praias surreais num país com uma das mais ricas heranças culturais do mundo? Hurghada é um paraíso de águas que se apresentam em tons de azul que não sabíamos que existiam e o lar de recifes de coral que só imaginávamos possíveis em aquários. Tudo isto envolto numa hospitalidade como nunca vi em outro país árabe.

Localizada na margem oeste do Mar Vermelho, Hurghada é uma estância balnear com um ponto de partida estratégico para descobrir o Egito, estando a cerca de quatro horas de autocarro de Luxor e a seis do Cairo. Estes tempos são drasticamente reduzidos se optarmos pelo avião. Se, por outro lado, o objetivo passa por acelerar de moto 4 no deserto, mergulhar por entre corais ou apenas relaxar ao sol, não há qualquer problema, a oferta é extremamente diversa.

A parte complicada é chegar lá, sendo que, na época baixa, não existem voos diretos a partir de Portugal, obriga-nos a trajetos com escala a preços, muitas vezes, nada simpáticos. Para a viagem que organizei, no nosso trajeto de ida fizemos escala em Manchester e na volta em Genebra, o preço final ficou por cerca de 400€. Durante a época alta, sei que algumas agências organizam voos charter diretos, é uma questão de obter orçamentos junto delas.

Vale lembrar que é necessário visto para entrar no país. Sabe mais sobre o custo e como o obter aqui. A moeda local é o dólar egípcio mas o euro é amplamente aceite. Para efetuar pagamentos e levantar dinheiro, usei o Revolut para evitar as taxas de conversão. A língua oficial é o árabe porém o inglês é bastante falado, relembrando a ocupação britânica que se prolongou por cerca de 80 anos neste país.

O clima desértico é extremamente quente no verão (de Junho a Setembro), ultrapassando frequentemente os 40º e temperado nos restantes meses. Eu visitei Hurghada no início de Abril e apanhei temperaturas na faixa dos 30º, contudo, nesta altura, a temperatura da água do Mar Vermelho não estava tão quentinha como seria de esperar.

Para o alojamento optámos pelo Meraki Resort, um resort de 4 estrelas em expansão que conta com várias praias paradisíacas, restaurantes, bares, discotecas, três piscinas, excelentes áreas de lazer, escorregas de água e uma dedicada equipa de animação. A decoração e o design é outro dos pontos fortes que aposto no estilo boho, com espanta-espíritos e frases inspiradoras em pequenos cartazes espalhados pelos jardins prestinamente cuidados.

Para além disso, a comida é excelente, o pequeno-almoço supera as expectativas e o restaurante de pizzas está literalmente a um passo do mar, oferecendo uma vista arrebatadora enquanto degustamos uma pizza à lá carte ou uma refrescante salada. Como se não bastasse, os bancos do balcão do bar são baloiços!

O dia está preenchido com atividades desde aulas de dança do ventre a Yoga na extremidade do paredão, rodeado pela tranquilidade azul do Mar Vermelho. Por falar em tranquilidade, o hotel está reservado para apenas adultos, não é permitida a estadia a crianças. As sete noites num quarto duplo ficaram por cerca de 600€ para duas pessoas, em regime de tudo incluído. Clica aqui para veres esta e outras opções de alojamento.

Relativamente a excursões, a oferta é realmente diversa, que podes verificar no Get Your Guide mas como dispúnhamos só de oito dias para aproveitar o enorme hotel, acabámos por fazer apenas duas. Uma ao Cairo, que podes ver aqui, e uma outra a Orange Bay, a convite da NABQ Tours.

Orange Bay é uma pequena ilha desértica ao largo da costa de Hurghada, em pleno Mar Vermelho. A excursão tem a duração de praticamente um dia inteiro, das 8:30 às 17:00. A agência responsável veio buscar-nos ao hotel, numa carrinha climatizada, e levou-nos até ao local de embarque, onde um enorme iate estava à nossa espera, com oferta de bebidas e snacks durante todo o dia. A embarcação tinha inclusivamente locais no tejadilho e na proa com confortáveis colchões para apanhar sol. O custo da excursão é de 35€ e o almoço está incluído.

A viagem até à ilha laranja demorou cerca de uma hora e meia por entre as maravilhas águas de mil cores do Mar Vermelho e muitas paisagens incríveis. Lá, há tempo para descobrir o bar com esplanada na água, tirar fotos no famoso baloiço ou apenas relaxar nas espreguiçadeiras da praia.

Para esta excursão recomendo que tragam toalhas de praia do hotel, protetor solar, água engarrafada, calções de banho claro e repelente de insetos! A ilha tem imensas abelhas.

Dali regressamos ao barco para um rápido almoço enquanto partimos para os locais de snorkeling. O Mar Vermelho é conhecido mundialmente pela sua rica vida marinha e não é por mero acaso, esta foi uma das mais fantásticas experiências de viagem da minha vida. O ambiente submarino, os peixes e as cores vibrantes dos corais envolvem-nos de uma forma avassaladora, criando uma memória inesquecível. Visitar esta região e não fazer snorkeling ou mergulho devia ser proibido 😜

Depois de duas paragens nos corais. Seguimos viagem de volta a Hurghada, mas não sem dispensar uma divertida sessão de banana boat e sofá insuflável. De salientar que todo o pessoal organizador é extremamente dedicado e simpático e ainda houve tempo para ensinar um pouco de português ao nosso guia!

Infelizmente ainda existe muito preconceito em Portugal, nomeadamente nas agências de viagens, relativamente à segurança do Egito. Para quem está preocupado, posso dizer que em nenhum momento me senti inseguro e o meu conselho é ir sem medo.

Hurghada foi uma autêntica caixinha de surpresas que rapidamente escalou até ao patamar das minhas viagens favoritas e aproveito para eleger este um dos mais interessantes destinos de praia para este ano.

Samaná, o caribe da natureza

Quando pensamos em Caraíbas, muito provavelmente não será Samaná o primeiro nome que nos ocorre, e ainda bem. Apesar de estar a ganhar cada vez mais fãs, esta pequena península no norte da República Dominicana é ainda um pequeno tesouro escondido, recheado de recantos naturais para descobrir e paisagens deslumbrantes!

O primeiro grande trunfo surge logo a escassos metros do resort, são quilómetros e quilómetros de praias praticamente desertas! Sem zonas concessionadas por hotéis apetrechadas de espreguiçadeiras, as palmeiras vingam pela orla costeira, inclinando para a água quentinha e para a areia fina que toca os nossos pés. Este cenário quase exige uma caminhada diária pelo pôr-do-sol, que transforma o céu  num verdadeiro espetáculo de cor.

Ficamos hospedados na zona de Las Terrenas, onde milhares de peixes tropicais encontram casa nos inúmeros recifes de coral que pontilham o mar. É um local perfeito para os amantes de snorkeling, mergulho ou outras atividades ligadas à agua, como o kayak e catamarã, onde podemos flutuar a escassos centímetros dos recifes e pudemos observar toda aquela vida submarina.

São várias as excursões oferecidas pelos operadores turísticos mas é incontornável a visita ao Parque Nacional Los Haitises. Esta área de protegida com mais de 800 quilómetros quadrados é uma incrível obra-prima da natureza, onde enormes colinas de calcário foram esculpidas pelo mar e decoradas de forma minuciosa pela flora ao longo de milhares de anos.

O parque aloja também inúmeras espécies de plantas e animais, incluindo, por exemplo, pelicanos e manguezais que criam a simbiose perfeita entre a água e a natureza. A floresta faz com que haja uma espécie de clima subtropical, em que a precipitação é frequente, portanto há que se ir mentalmente preparado para apanhar uma refrescante chuvinha à moda das Caraíbas.

Munidos de repelente de insetos e debaixo de uma humidade quase sufocante, aventurámo-nos pela selva para encontrar encontrar as cavernas outrora ocupadas por Nativos Americanos, decoradas com pictogramas destes habitantes pioneiros de Samaná.

Para os ansiosos em reviver o anúncio publicitário da Bacardi de 1991, é imprescindível visitar a paradisíaca ilha de Cayo Levantado e aproveitar a gastronomia e a hospitalidade local, seja para fazer compras de lembranças após mais umas horas ao sol na areia branca da ilha ou então apenas para dançar ao ritmo fervoroso e contagiante das músicas dominicanas. Ah! E quando já não houver dinheiro para mais lembranças, os locais estão sempre dispostos a trocar sapatilhas ou outros acessórios de moda, bem à moda antiga.

Outra das excursões que não podem deixar de fazer é ao El Limón. A cascata não tem estradas diretas, sendo que as únicas formas de acesso passam por uma caminhada pela selva ou por um inesquecível passeio a cavalo ao redor dos cursos de água e da vegetação. O percurso é lamacento e escorregadio e por segurança somos acompanhados por “voluntários” que esperam, claro, uma gratificação no final.

Após uns 40 minutos a cavalo e a pé por entre árvores de cacau e papaia, finalmente começámos a ouvir o som da água a cair e pouco depois nos deparámos com uma força impressionante da natureza, uma das coisas mais lindas que já tive a oportunidade de ver. A cascata estende-se pela rocha por vários metros até criar pequenas lagoas onde podemos nadar (no entanto, com algum cuidado ao entrar pois as rochas são escorregadias e não se consegue ver o fundo). A experiência de nadar debaixo de uma força desta dimensão é inexplicável e senti-me realmente um sortudo por a poder vivenciar.

A única parte dispensável desta excursão é a forma como os voluntários tratam os animais, e eu que sempre senti uma ligação especial aos cavalos estava a ficar bastante incomodado. No regresso ao rancho já cavalgava sozinho, e pus o guia a tirar fotos em vez de chatear a minha égua linda. 😂 Tirando esta situação, os voluntários são incansáveis e genuinamente preocupados com a nossa segurança, estão prontos a tirar fotos sempre que pedimos e são pessoas de origens humildes, de realidades diferentes da nossa e que precisam daquilo para viver e sustentar a família, portanto é importante contribuirmos com alguma ajuda monetária, o salário deles depende disso.

Não faltam bons motivos para visitar Samaná e a natureza que nos oferece foi para mim um fator determinante na escolha do destino. É também uma excelente alternativa para quem quer fugir às praias lotadas de Punta Cana, apesar de ser uma zona mais chuvosa, dada à densidade florestal. Contudo, a chuva não é de todo uma preocupação, pois 5 minutos depois já está um sol radiante e o calor húmido e abafado nunca nos abandona.

Se quiseres saber mais sobre a nossa viagem à República Dominicana, clica aqui para leres a revisão da Laura.
 

Samaná: um paraíso de selva e mar

Para quem procura aproveitar as águas quentes e transparentes das Caraíbas mas não está interessado em muita confusão, a pequena península de Samaná é uma excelente alternativa. Falámos de uma pequena província na República Dominicana, um pedacinho de terra tocado por algo muito sagrado, no meio de quase nada e ainda pouco conhecido pelo comum turista.

A receita para o destino perfeito é uma mistura entre praias paradisíacas, praticamente desertas e selva. Se és o tipo de pessoa que não gosta de ficar só dentro do resort a apanhar sol na piscina ou praia, então este é o destino perfeito para ti, recheado de atividades em comunhão com a natureza luxuriante.

Inicialmente, o plano era um destino como Punta cana, Varadero ou Riviera Maia mas, assim que descobrimos Samaná, não havia mais a pensar. Atenção a quem não gosta de chuva. Samaná, como quase toda a América central, tem um clima tropical marítimo quente e húmido, que faz com que chova pelo menos duas vezes por dia. Chove muito durante 5 minutos e logo a seguir somos presenteados com sol radiante e um calor que nos corta a respiração. A semana foi quase toda com 28º-31º com uma sensação térmica de 35º-38º e humidade sempre nos 92-96%. Isto em Novembro de 2018, quando aqui em Portugal já se viam as primeiras decorações de Natal e vestíamos os agasalhos mais quentinhos.

Para quem pensa ir e quer apanhar menos chuva (sim, menos! Porque nesta península vão apanhar sempre um pouquinho de chuva, dada a alta densidade de vegetação tropical) pode aproveitar os meses de Janeiro a Abril e, cuidado com os meses de Agosto a Outubro já que é a época de furacões. Basicamente, o que acontece é: ou vão na altura de chuva e apanham muito calor e alguma chuva, ou vão na altura de pouca chuva para a qual os locais dizem que não aguentamos porque nós, europeus, não sabemos o que é calor a sério 😂. Fica ao vosso critério.

Em Samaná ficamos, mais precisamente, em Las Terrenas, no Resort Grand Bahia Principe El Portillo (5 ⭐). A viagem foi feita pela companhia Air Europa. Confesso que foi o primeiro voo de longo curso que fiz e, meus amigos, custa muuuuuuuito aguentar 9h dentro de um avião. Para chegar lá fizemos um voo Porto – Madrid para uma escala de duas horas e depois seguimos no voo para Santo Domingo que demora, aproximadamente, 9h. Chegados, finalmente, fizemos uma viagem rápida (#not) até Las Terrenas (2h de carro). Mas acreditem que quando chegamos ao hotel percebemos que a viagem valeu cada segundo desconfortável passado no interior do avião.

O hotel referido é, literalmente, um luxo. Uma pequena cidade dentro de portões com cerca de 24 vilas cada uma com 10-12 quartos. Portanto, como podem imaginar, para nos deslocarmos dentro do hotel ainda tínhamos que andar um pouco, por isso, haviam, sempre que necessário os Cadis (uma espécie de carrinho de campo de golf que podia ser reservado pela aplicação da cadeia de hotéis Bahia Principe), à disposição de todos os hóspedes e que nos levava do quarto para, por exemplo, os restaurantes.

Para além de piscina, campo de ténis, praia privada, jacuzzis, zonas não autorizadas a crianças, spa, ginásio, bares abertos 24h, discotecas e lindos jardins interiores, ainda tinha, o Restaurante Buffet – Las Dálias – mais outros quatro restaurantes à la carte: um francês – Orquídea (Gourmet) – , um brasileiro – Rodízio – , um italiano – Portofino – e um mediterrâneo – El Pescador. Estes últimos necessitavam sempre de reserva com, no mínimo, 24h de antecedência. Provámos todos e são todos soberbos e ótimos para variar da comida do buffet, não desdenhado no entanto, a sua ótima comida, proporcionando todas as noites um tema diferente, por exemplo, comida mexicana, comida tailandesa, japonesa, etc.

O pequeno almoço naquele hotel é, por si só, um atentado à gula e quase que dá para comer para o resto do dia. A simpatia de todo o staff deste hotel é incrível. São todos muito prestáveis e amáveis e com o uso da aplicação, para pedir, por exemplo, um cobertor, demoravam 5 minutos (já disse o quanto o hotel era grande?) a trazer ao quarto.

A somar a isto o hotel ainda oferece várias atividades durante todo o dia, entre elas: animação na piscina, concertos e espectáculos noturnos, e ainda atividades de praia como caiaque, passeios de catamarã, snorkeling ou até Jenga, aulas de dança e desportos como o volleyball. A praia do hotel é perfeita e para quem quiser uns bons passeios de fim de tarde pode sempre assinar um papel de responsabilidade à saída dos limites da praia do Bahia Principe e percorrer quilómetros e quilómetros de praia sem ninguém. Vale a pena. A água não é a mais quente em que já nadei mas é ótima. Toda a costa está repleta de corais mas sempre com zonas em que dá para nadar ou simplesmente ficar a boiar a pensar em como é bela a vida.

Como não somos pessoas de nos prender muito ao hotel reservamos duas excursões. A primeira incluía, na parte da manhã, um passeio de barco pelo Parque Nacional Los Haitises, uma área natural protegida que cobre 1600 km2, e apresenta rochedos com 30m de altura, extensos manguezais e pequenas ilhas que abrigam centenas de aves de várias espécies em risco e têm, também, várias grutas visitadas não só pela sua beleza perdida no meio da selva mas também pelos petróglifos e pictogramas nas suas paredes.

Deste magnifico parque, partimos de barco para a espetacular ilha de Cayo Levantado aka Ilha Bacardi (ficou assim conhecida pela publicidade a essa mesma marca lá filmada na década de 70). Chegados a esta ilha completamente encharcados da viagem de barco após uma tempestade no meio do mar, almoçamos num pequeno restaurante no meio de árvores, palmeiras e casas em madeira típicas desta zona. Logo a seguir ao almoço, podemos aproveitar a deslumbrante praia de água quente, apanhar um ‘solzinho’ e deixar meia horinha para a compra dos recuerdos.

Preparem-se para negociar. Nós, até as sapatilhas deixamos lá ficar em troca de búzios e ímans para o frigorifico.

A segunda excursão foi só na parte da manhã. A primeira paragem que fizemos foi para visitar uma casa de fabrico de tabaco e seguimos viagem para o majestoso Salto del Limón. A viagem pode ser feita a pé ou a cavalo em metade do percurso e a restante é feita a pé.

Preparem-se para subir milhões de escadas. (ok! Não são milhões de escadas mas foi o que pareceu. 😜). Ficamos sem fôlego quando olhamos para a cascata com 40 metros desde o cimo da Sierra de Samaná. E sim, podem mergulhar na pequena piscina que se forma no fundo desta cascata e tirar fotografias que não conseguem igual em mais lado nenhum.

Samaná é incrível, de todas as formas e por todas as razões, as praias, os corais, as cascatas, os passeios pela selva, as visitas de barco ao parque nacional. Tudo é lindo e de cortar a respiração!

Se já estão a pensar na próximas férias, considerem Samaná e o Grand Hotel Bahia Principe El Portillo e acreditem que não se vão arrepender. Fica a viagem de uma vida! As ilhas das Caraíbas eram uma das minhas viagens de sonho e que já posso colocar como ‘check’ na minha bucket list.

Figueira da Foz, mar e serra

A magia da Figueira começa na sua localização estratégica entre a foz do Mondego e a Serra da Boa Viagem. Aqui podemos aproveitar uma escapadinha de fim-de-semana entre banhos de sol na extensa praia e caminhadas pela natureza, o que mais podemos pedir?

Mas tem mais. O centro da Figueira da Foz está repleto de casinhas pitorescas e coloridas, ao mesmo tempo que nos oferece um casino, bares e vários restaurantes onde deliciar o palato, dos petiscos de marisco aos grelhados brasileiros. A antiga muralha da cidade ainda marca a sua presença, serpenteando o casario ao longo da marginal, e também o Forte de Santa Catarina se mantém erguido, numa área completamente renovada perto da foz do Mondego.

O areal da Praia de Buarcos é de perder de vista! Convidando-nos para um passeio pela água, onde as ondas rebentam, pelos passadiços de madeira ou pela marginal que a acompanha. Para além disso, não faltam apoios de praia para beber uma bebida fresquinha ou praticar desportos aquáticos. Por falar em coisas fresquinhas, a visita à gelataria San Remo é obrigatória, onde os gelados para além de deliciosos são autênticas obras de arte, coroados com fruta e outras iguarias que nos fazem quebrar a dieta.

À medida que deixamos a cidade e começamos a subir a Serra da Boa Viagem, são inúmeros os locais onde podemos obter paisagens de cortar a respiração, desde o Miradouro do Cabo Mondego, de frente para o mar, ao Miradouro da Bandeira, no cimo da serra, que nos presenteia com vistas desafogadas sobre a área circundante, sobre a floresta e sobre o litoral.

O percurso de estradas da serra proporciona-nos momentos de condução relaxantes e também são muitos os espaços para piqueniques em família e trilhos pela natureza. Se estavas à procura do teu próximo destino de fim-de-semana, a meia-distância entre o Porto e Lisboa, a Figueira da Foz é um forte candidato.

Atenas, o berço do Ocidente

Desde as suas profundas raízes históricas às praias de água quente e turquesa da riviera ateniense, a mítica capital da Grécia surge como uma cidade europeia incontornável, que oferece uma cultura incrível aliada a uma apurada gastronomia mediterrânea.

Apesar de apenas existirem voos diretos de Portugal para Atenas a partir de Lisboa, este destino vale bem a pena qualquer escala. A faixa de preços para reservas na janela ideal situa-se entre 150€ e os 250€, ida e volta.

Quando aterrei no aeroporto internacional de Elefthérios Venizélos em 2014, a minha melhor opção para chegar à Praça Syntagma, no centro da cidade, era o autocarro X95. Atualmente, o mesmo percurso pode ser feito através da ligação direta do metro, cujo tarifário pode ser consultado aqui. O sistema de bilhética foi também atualizado e funciona de forma semelhante ao cartão Lisboa VIVA e ao andante do Porto.

Quanto a alojamentos, recomendo que cliques aqui para visitar a página do Booking para encontrares o alojamento adequado às tuas necessidades.

  • Locais a não perder

O icónico Pártenon coroa a Acrópole, o ex-libris da cidade, é um templo dedicado a Atena, a deusa padroeira, e é considerado o pináculo da arquitectura grega clássica. Cada elemento que o compõe é único e criado para produzir a perfeição geométrica da perspetiva do observador. Apesar de ter sofrido bastante com a história da cidade, a sua morfologia atual confere-lhe um misticismo assombroso. É um símbolo da Humanidade e cada um de nós deveria ter a oportunidade de o visitar pelo menos uma vez na vida.

Ao lado do Pártenon surge a famosa casa das Cariátides, ou como é conhecido oficialmente, o Erecteion, mais um templo dedicado a Atena e a Poseidon. Segundo a Wikipédia, no seu interior vivia uma serpente, para a qual se oferecia um bolo sagrado cuja recusa era tomada como sinal de mau agouro para os atenienses.

Escavado na vertente sul da Acrópole, o Odeão de Herodes Atíco é um teatro cuja imponência é avassaladora. Antigamente era, na verdade, coberto e poderia receber cerca de 5000 espectadores. Esporadicamente, ainda hoje é palco de alguns eventos culturais.

Na antiguidade clássica, o Areopagus servia de local de arbitragem de casos de justiça e de discussão e reflexão de vários assuntos como educação, ciência e filosofia. Para além disso, a partir desta colina obtêm-se vistas magníficas da Acrópole e da Ágora Antiga.

Na Ágora Antiga, localiza-se o Tempo de Hefesto. Este monumento é considerado o mais bem preservado templo grego do mundo. Dedicado a Hefesto, deus grego do fogo, dos metais e da metalurgia, este templo conversa todas as suas colunas e grande parte do tecto.

Ainda na ágora, é possível também visitar a Stoa de Átalo, um local de comércio e cultura, que oferecia protecção das intempéries e do calor abrasador aos seus utilizadores. O exemplar atual trata-se uma reconstrução que reproduz fielmente a estrutura original.

A área de Monastiraki, localizada no centro histórico, é um dos principais pontos da cidade e nela convergem vários locais de comércio tradicional, de culto e até mesmo de arqueologia, como a Biblioteca de Adriano que lhe é vizinha.

O bairro de Plaka é a área mais tradicional da cidade e conserva em si o verdadeiro espírito helénico. Perder-se por entre as suas ruas, decoradas com vegetação, munidas de elegantes edifícios e espaços de restauração é um “must” para quem visita a cidade.

O Museu da Acrópole é um prodígio da arquitectura! O chão de vidro permite vislumbrar as ruínas sobre as quais foi construído e vários elementos da sua configuração foram criados para simular a ascensão da antiga rampa da acrópole, assim como a sala do Pártenon contém o mesmo número de colunas do monumento. Esta é também a nova casa de 5 das 6 Cariátides originais.

Na região litoral sul da cidade, forma-se um conjunto de praias, na sua maioria concessionadas, que prometem ser o refúgio da azáfama do centro de Atenas e satisfazer as necessidades de qualquer turista amante de praia. A água cristalina e quente da Riviera Ateniense, combinada com paz, tranquilidade e um serviço de praia ao melhor nível fazem todos os problemas desaparecer.

Recomendo as praias da região de Voula e Vouliagmeni. Para chegar até lá é necessário apanhar um elétrico na praça Syntagma com um percurso de uma hora até à estação terminal mas acredita, vale a pena todo o esforço! Os preços praticados variam de acordo com a época do ano e é consideravelmente mais barato durante a semana.

Inspirando-se na mitologia grega, a arquitetura da reitoria da Universidade de Atenas demonstra o potencial do design clássico em embelezar edifícios contemporâneos e funcionais. Uma verdadeira obra de arte! Nesta zona é também possível encontrar o Museu Nacional de Arqueologia, com um espólio desde os primórdios da civilização helénica.

Na conhecida Praça Syntagma situa-se o Parlamento Helénico. O edifício apalaçado e a sepultura do Soldado Desconhecido são guardados sob uma guarda tradicionalmente vestida que efetua a parada da Troca da Guarda a cada hora com movimentos bastantes peculiares.

A estrutura original remonta a 566 a.c. e as suas ruínas foram restauradas para alojarem os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna em 1896. Desde então, o Estádio Panatenáico foi utilizado em diversos eventos, incluindo na competição de tiro com arco nos Jogos Olímpicos de 2004, que também decorreram na cidade. No seu interior alberga ainda um memorial dos Jogos Olímpicos, onde é possível observar exemplares das tochas olímpicas ao longo dos anos, incluindo o altar onde é acesa a primeira tocha de cada edição.

Na Grécia antiga, Zeus era o rei dos deuses do Olimpo e este templo, construído em sua honra, foi um dos maiores e mais famosos do mundo. No seu interior, possuía uma enorme estátua de ouro e marfim do deus dos raios e do trovão. Ao longo da História sofreu pilhagens frequentes e hoje restam apenas algumas colunas. De lá, é possível obter uma vista deslumbrante para a Acrópole.

Para além de Atenas ser um destino de sonho para muitas pessoas, o custo de vida não é alto, o que nos permite fazer umas férias dentro do orçamento! É também importante referir que as principais atrações turísticas têm entrada gratuita para estudantes da União Europeia mediante apresentação de um cartão de estudante válido, assim como o sistema de transportes da cidade oferece descontos até 50% sobre a tarifa normal.

Para descobrires mais sobre esta cidade e sobre a forma como marcou a minha experiência de viagem ao aventurar-me sozinho, clica aqui.